Dar tudo pronto: é o caso?
20.nov.2009
Orientar os filhos, sempre! Fazer por eles, jamais!
Em breves contatos sociais, quer seja no comércio — lojas, shoppings e mercados — ou em algumas reuniões com conhecidos, percebi algo que me deixou muito intrigado: as crianças estão perdendo algumas noções básicas de sobrevivência, de busca, de curiosidade e de formação da identidade simplesmente porque recebem tudo pronto.
Ao menor gesto da criança para fazer algo, muitos pais, na tentativa de ajudá-la, acabam fazendo por ela. Quando a ela é feita alguma pergunta (muitas vezes, feita pelos pais), a resposta já vem junto, sem ao menos ter sido dada a oportunidade de a criança pensar sobre o assunto.
Até que ponto essa postura é válida? É superproteção? É duvidar da capacidade das crianças de se manifestar ou de ter opinião própria? É querer coordenar tudo e todos na tentativa de protegê-las de qualquer imprevisto?
Essa atitude de muitos pais pode levar as crianças a uma visão equivocada das responsabilidades de um cidadão. Todos nós precisamos aprender a pensar, a refletir, a agir, a ter uma posição diante de situações cotidianas, sejam elas benéficas ou conflituosas. Muitas vezes, temos regras a cumprir e estas nos auxiliam na percepção e no estabelecimento de nossos próprios limites. Só assim, tomando nossas vidas em nossas mãos, poderemos saber de nossas limitações, de nossas possibilidades.
Os pais devem, sim, cuidar dos filhos e orientá-los em tudo, mas devem também auxiliá-los em seu processo de formação de autonomia, algo tão importante para a formação do indivÃduo.
Até que ponto essa postura é válida? É superproteção? É duvidar da capacidade das crianças de se manifestar ou de ter opinião própria? É querer coordenar tudo e todos na tentativa de protegê-las de qualquer imprevisto?
Essa atitude de muitos pais pode levar as crianças a uma visão equivocada das responsabilidades de um cidadão. Todos nós precisamos aprender a pensar, a refletir, a agir, a ter uma posição diante de situações cotidianas, sejam elas benéficas ou conflituosas. Muitas vezes, temos regras a cumprir e estas nos auxiliam na percepção e no estabelecimento de nossos próprios limites. Só assim, tomando nossas vidas em nossas mãos, poderemos saber de nossas limitações, de nossas possibilidades.
Os pais devem, sim, cuidar dos filhos e orientá-los em tudo, mas devem também auxiliá-los em seu processo de formação de autonomia, algo tão importante para a formação do indivÃduo.
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